Clínica com Sócio: como evitar brigas e travar o crescimento!
Empreender na área da saúde, especialmente quando envolve a abertura de uma clínica com outros profissionais, pode ser um passo estratégico e promissor. Compartilhar custos, ampliar o escopo de atendimento e criar uma marca mais forte são algumas das vantagens evidentes. Mas nem tudo são flores. Uma sociedade mal estruturada, sem regras claras, pode se tornar o principal motivo de estagnação (ou mesmo fim) do empreendimento.
Neste post, vamos explorar como montar uma clínica com sócios de forma segura e profissional, evitando conflitos, desentendimentos e travas no crescimento. Vamos falar sobre acordo de sócios, retirada, pró-labore, distribuição de lucros, cláusulas de não concorrência, entrada e saída de sócios e muito mais.
Sociedade médica não é casamento, mas exige compatibilidade
Antes de qualquer contrato, vem o bom senso. O primeiro erro é escolher um sócio apenas por afinidade pessoal ou por impulso. Sociedade não é só uma parceria profissional, mas uma convivência contínua de visões de futuro.
É fundamental avaliar se os objetivos são compatíveis: um quer crescer com franquias? Outro prefere uma clínica boutique e exclusiva? Um deseja reinvestir os lucros? Outro quer distribuir todo o excedente?
Não existe certo ou errado. Mas sem alinhamento estratégico, o conflito é apenas uma questão de tempo.
Acordo de sócios: o pilar invisível da estabilidade
O contrato social é a certidão de nascimento da clínica. Mas o acordo de sócios é o que garante sua sobrevivência. Ele é um documento complementar, que prevê situações que geralmente não estão descritas no contrato padrão.
Um bom acordo de sócios deve estabelecer:
- Critérios para distribuição de lucros e pró-labore
- Regras para entrada e saída de sócios
- Cláusulas de não concorrência
- Procedimentos de avaliação de haveres (caso um sócio saia)
- Papel e responsabilidades de cada um
- Mecanismos de decisão e empates
- Formas de solução de conflitos
Esse acordo deve ser validado por um advogado especialista em direito empresarial ou médico.
Pró-labore x distribuição de lucros: não confunda alhos com bugalhos
Muitos conflitos surgem porque os sócios não diferenciam pró-labore (remuneração pelo trabalho) de distribuição de lucros (remuneração pelo capital investido).
O pró-labore deve ser fixo e proporcional ao papel de cada um na gestão e operação da clínica. Já os lucros devem ser divididos conforme a participação societária, após a apuração do resultado contábil e considerando a necessidade de reinvestimento.
Misturar essas fontes gera distorções. Um sócio pode trabalhar mais e ganhar menos. Outro, que pouco atua, pode querer sacar tudo que vê no caixa. Defina isso desde o início.
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Entrada e saída de sócios: prepare a porta de entrada e a de saída
Toda clínica deveria ter um plano claro para receber novos sócios e permitir a saída dos atuais. Isso evita disputas futuras.
Na entrada, defina:
- Percentual de participação
- Valor de entrada e forma de pagamento
- Cláusulas de carência para distribuição de lucros
Na saída:
- Avaliação dos haveres
- Prazo de pagamento
- Possibilidade de venda para terceiros (direito de preferência)
- Cláusula de não concorrência por tempo e região
Tudo isso precisa estar no contrato social ou no acordo de sócios.
A divisão das receitas: proporcionalização é palavra-chave
Em clínicas onde os sócios também atuam como profissionais da saúde, com diferentes volumes de atendimento, a divisão das receitas precisa ser justa e proporcional.
O ideal é separar a remuneração do trabalho (pró-labore ou produtividade) da remuneração societária (lucro). Cada um deve arcar com os custos e tributação proporcional ao que fatura.
Uma contabilidade especializada em clínicas médicas faz esse controle com segurança, evitando distorções, autuações fiscais e discussões internas.
Crescimento exige revisão do modelo societário
Quando a clínica cresce, novos desafios aparecem. A entrada de mais médicos, a contratação de equipe administrativa, a oferta de exames e novos serviços mudam o perfil do negócio.
Esse crescimento exige revisão do contrato social, do regime tributário (Simples Nacional x Lucro Presumido) e do modelo de remuneração. Manter uma estrutura informal pode gerar autuações, pagar mais impostos do que o necessário ou criar conflitos entre os sócios.
Quando o conflito surgir, não ignore: trate como sintoma
Brigas entre sócios não acontecem do nada. Elas são sintomas de desalinhamento de expectativas, falta de transparência ou má comunicação.
Nesses casos, o melhor caminho é a mediação imparcial. Um contador, advogado ou consultor externo pode facilitar o diálogo e propor soluções. Em alguns casos, é melhor reestruturar a sociedade ou até permitir a saída de um sócio para preservar o negócio.
Sociedade se conduz com maturidade, não com improviso
Ter um sócio pode ser a chave para o crescimento de uma clínica. Mas, para que essa parceria funcione, é preciso planejamento, transparência e profissionalismo.
Invista tempo em um bom acordo de sócios, conte com apoio contábil especializado e mantenha uma cultura de comunicação clara e revisão constante.
Afinal, quando a base está bem feita, a sociedade deixa de ser um problema e vira um dos motores do sucesso da clínica.
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